A carne e seus impactos para a saúde humana e do planeta

Por Patwant Kaur

Photo: Camila Muradas

Você se acha capaz de refletir antes de comer um bife ou frango e optar por alimentos menos densos? Você já fez a experiência de substituir a carne por legumes e verduras e observou como o seu organismo reage? É crescente o número de vegetarianos (pessoas que não ingerem proteína animal) e veganos (pessoas que não ingerem proteína e derivados) e encontrar alimentos que substituem a proteína animal tem sido cada vez mais fácil. O mercado está se especializando para atender essa nova demanda.

Mas por que esse debate está vindo à tona com tanta força e está despertado a atenção das autoridades e de pessoas mais conservadoras? O tema em questão traz reflexão sobre futuro do planeta. Quais os reais impactos dos rebanhos bovino, suíno e de aves para a natureza e da necessidade de uma alimentação mais saudável para a humanidade.

A carne é um dos alimentos mais densos e cancerígenos da nutrição humana. Um bife leva em média 72 horas para ser totalmente digerido pelo organismo e passa por um processo de putrefação no intestino antes de ser completamente eliminado pelas fezes. Um boi sofre uma descarga enorme de adrenalina no momento de seu abate e essa descarga cai na corrente sanguínea e vai direto para a carne. No processo de industrialização a carne ainda recebe conservantes que são altamente prejudiciais ao organismo. Todo esse veneno vai direto para   o fígado durante a digestão e potencializa sentimentos de raiva, reatividade e agitação no corpo e na mente.

Existe muita informação sobre o tema na internet e alguns vídeos, documentários mostram a diferença das paredes do intestino de uma pessoa carnívora e de um vegetariano. O intestino de um vegetariano é liso como um tobogã e a digestão se dá no máximo em quatro horas. Essa fluidez no processo acelera o metabolismo, dá mais ânimo e disposição e consequentemente ajuda a reter menos líquidos no corpo, amplia a intuição e conexão em práticas de ioga e meditação.

Mas por que deixar de comer carne é tão difícil e inimaginável para uma maioria? Por que a humanidade sempre utilizou desse alimento desde os primórdios com tanta fartura e sem nenhuma reflexão? Por que ainda existe um medo equivocado de adoecimento pela falta da proteína da carne?

A discussão é longa e acalorada especialmente entre os mais antigos que tem dificuldade de abandonar velhos hábitos, buscar informação sobre o assunto e novas fontes de proteínas em outros alimentos. Mas o que proponho por meio desse artigo é apenas reflexão, a busca de informação sobre o tema e o convite para novas experimentações. Afinal, viver é estar em constante movimento e alcançar novas perspectivas. A adaptação e a experimentação de novos hábitos podem trazer experiências mais conscientes e ainda agregar saúde nesse caso.

É interessante observar o quanto as gerações mais novas já possuem um olhar mais atento para essa questão. Muito ainda precisa ser desmistificado e discutido é fato, mas aos poucos uma nova consciência começa a surgir ou pelo menos o desejo dela.

 

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