“Quem olha para fora sonha. Quem olha para dentro acorda”.

Karl Jung

Por Patwant Kaur

Photo: Camila Muradas

Desde o momento em que nascemos até a nossa morte estamos neste planeta para aprender e caminhar. A busca por autoconhecimento demonstra inteligência e auto amor em tempos de grande agitação mental e baixa conexão com o corpo e espírito. Felizes aqueles que já despertaram para a necessidade de um entendimento mais profundo de si e desejam viver de forma consciente e plena. Querer caminhar não é para todos!

Acreditem, a maioria das pessoas não está preparada para este enfrentamento. Esta é uma tarefa para poucos, pois, acima de tudo ela exige muita coragem e humildade. Coragem para observar coisas  que não estão funcionando mais, para abandonar mecanismos ultrapassados de autodefesa, entender como o ego pode ser sofisticado e cheio de artimanhas. É bem mais simples ficar numa zona de conforto e continuar usando velhas máscaras.

O cenário de autoconhecimento e espiritualidade chega farto para apoiar aqueles que procuram: são cursos, palestras, produtos, workshops. Antes de optar por algo é importante buscar informação, entender como cada terapia funciona. Existe gente por aí vendendo fórmula milagrosa de cura. É preciso abrir olho, sentir no coração, usar a intuição como filtro. O que é bom para uns nem sempre é para outros.

Essa caminhada de busca e cura custa caro e quando pessoa está vulnerável e precisando de ajuda geralmente se torna presa fácil de ser explorada. É saudável e importante buscar ajuda sim, mas até que ponto é necessário confiar questões íntimas e pessoais ao outro para resolver questões que na maioria das vezes só podem ser resolvidas por nós? Meditemos!

As terapias e os terapeutas devem atuar como apoiadores. Eles oferecem ajuda qualificada por meio do conhecimento. Mas o desejo de querer caminhar e aprender é pessoal. A disciplina com as técnicas, suor, lágrimas e passar pelas situações boas e ruins de forma prática é a forma mais rápida e consistente de aprendizado. Cada pessoa tem a sua história, suas lutas.

Somos seres vivendo uma breve passagem pela Terra. Diante de tantos caminhos precisamos desenvolver um olhar de amor e compaixão por nós mesmos e pela nossa história. É por meio dela que teremos a força para acessar a cura.

Não devemos esquecer quem somos de onde viemos e qual o propósito de estarmos na estrada. Estamos aqui nos preparando para voltar para casa. Se for possível fazer este retorno de forma mais pacífica, integrada com nós mesmos e com tudo que está a nossa volta, bingo! Acredito que aí sim, matamos a charada da existência.

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