Hábitos e estilo de vida definem saúde ou doença

Texto: Patwant Kaur

Photo: Camila Muradas

As doenças são último estágio de algo que não está bem no corpo e na mente. Existe uma inteligência por traz da fisiologia humana que funciona 24 horas para a manutenção da vida. Corpo, mente e emoções não se separam. Compreender o todo é imprescindível para que a pessoa conheça o seu ritmo biológico e não precise adoecer para se cuidar. As escolhas pessoais como a profissão, ambiente, grupos sociais podem nortear o estilo de vida de cada ser.

As enfermidades em sua maioria são a consequência do somatório de emoções mal processadas, elas podem ser provocadas por estresse, traumas, palavras não ditas, histórias que precisam ser resolvidas e curadas. Os vícios, o sedentarismo e ausência de uma dieta nutritiva também são fatores que contribuem para o adoecimento.

A medicina convencional possui uma abordagem isolada das doenças e está dividida em especialidades. Um clínico geral por exemplo, em uma consulta de rotina, vai examinar o paciente com base na enfermidade que o levou ao seu consultório. Esse profissional, geralmente não tem tempo e condições de aprofundar sobre seu histórico emocional, descobrir suas patologias pregressas. Existem médicos que até praticam uma abordagem clínica mais global nos atendimentos, mas eles são uma minoria.

Os profissionais e a indústria farmacêutica precisam de pacientes. Eles não existiriam sem os doentes. Os remédios apenas remediam, mas não curam. Medicamentos alopáticos possuem efeitos colaterais que necessitam de novos remédios. Se a pessoa não está desperta para sair desse ciclo nocivo, fica difícil encontrar cura nos alimentos, nas plantas no sol, no mar, nos rios. A natureza é completa e oferece absolutamente tudo o que o ser humano precisa para se manter bem e saudável. A atitude mental no processo de cura também é imprescindível. Querer ser saudável é o principal ponto.

Pessoas que gostam de reclamar da saúde negligenciam a importância da vibração palavras. A negatividade na fala revela de certa forma uma carência emocional, uma necessidade de chamar atenção. Óbvio que têm casos e casos, mas em muitos deles, não existem doenças físicas, mas sim, emocionais e espirituais. Há um clamor por afeto e atenção. Em algumas situações, pode haver também a repetição de padrões ruins herdados na família. Condutas não saudáveis pautadas pela dor que são aprendidas e reproduzidas de forma não consciente. São várias circunstâncias que valem à pena serem investigadas em nome da cura.

Depressão, fadiga, pânico, insônia são doenças emocionais contemporâneas. Elas são provocadas pela baixa conexão da pessoa consigo mesma e potencializadas pelo grande fluxo tecnológico. É interessante observar que num passado não muito distante o ritmo mental era outro. As pessoas comiam poucos alimentos processados, se exercitavam mais por meio de trabalhos pesados, mexiam com a terra e tinham mais conexão humana, conversavam mais umas com as outras. Atualmente a rotina é outra, os saberes antigos estão se perdendo. Existe pouco contato com a natureza, má alimentação e prática insuficiente de exercícios.

O corpo humano é um templo! O caminho para cuidar desse templo é pessoal e de responsabilidade intransferível para a busca de uma vida saudável, equilibrada e feliz.

 

 

 

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