Estudo revela que o vício está relacionado com a falta de conexão humana.

Por Patwant Kaur

Foto Camila Muradas

Toda pessoa que usa drogas de certa maneira está buscando se elevar de maneira equivocada.  A droga existe desde que a espécie humana começou a interagir no mundo. O uso delas é uma tentativa momentânea de busca pelo prazer e relaxamento. O entorpecimento tira o ser humano de seu estado natural de consciência e esse estado pode levar a pessoa da condição de usuário esporádico a viciado a longo prazo.

O problema da dependência, mais especificamente o alcoolismo, começou a ser estudado por volta de 1940 nos Estados Unidos. Foi a partir dessa década, que estudiosos começaram a ampliar as pesquisas sobre o vício. As décadas de 60, 70 e 80 foram marcadas pelo consumo exagerado de vários tipos de drogas. Muitas pessoas morreram e outras viveram adoecidas por falta de uma compreensão mais profunda sobre a dependência.

As drogas promovem danos físicos e emocionais irreparáveis. O acesso à informação sobre o tema está disponível a todos, mas ainda assim, o problema persiste, atinge a saúde pública e continua matando. A questão, está relacionada a problemas estruturais da sociedade, a base familiar e ao histórico pessoal de vida do indivíduo. É possível identificar uma enormidade de fatores que induzem o ser humano a fazer uso de drogas, porém, cada pessoa é cada pessoa e, portanto, o que leva o dependente “A” ao uso não é o mesmo que leva o dependente “B”.

Existe um estudo feito pelo psiquiatra Bruce Alexander que aponta um resultado interessante.  Para ele, o vício está relacionado à falta de conexão humana. No vídeo abaixo ele explica melhor o seu experimento.

Sintomas do vício para o corpo e espirito

O usuário de drogas não consegue se auto perceber com clareza. Quando o corpo está intoxicado o sistema nervoso fica comprometido, levando a pessoa a ter pensamentos fantasiosos que não correspondem à realidade. A glândula pineal, responsável pela intuição, a longo prazo, começa a se calcificar pelo uso das substâncias. As oportunidades que a vida oferece estão disponíveis a todos, mas quem está no vicio não consegue ter visão, pois narcotiza a sua a sensibilidade natural e perde a habilidade de vivenciar sutilezas.

O fluxo natural de energia dos chacras e da aura também ficam danificados. Quando os níveis de toxidade no corpo estão muito elevados o estresse se torna uma consequência imediata. A pessoa entra num ciclo de compulsão, uso e culpa e sente muita tristeza e impotência, mas esse ciclo precisa ser realimentado para que ela volte a se sentir bem. O corpo já não consegue ficar sem a substância (s).

A comunicação se torna frágil e a fala perde o compromisso com a verdade. O campo eletromagnético que projeta a presença do indivíduo no mundo também se torna enfraquecido. As responsabilidades morais são deixadas de lado e acontece um abandono do lado espiritual da vida.

Reconhecimento da impotência diante da doença

O preço pelo uso de drogas é alto e a conta mais cedo ou mais tarde chega para todos. Em diferentes os estágios da doença há dificuldade de aceitação, pois a pessoa está fora do estado natural de consciência. A dependência é progressiva e não tem cura. Ela   pode levar o indivíduo a morte. Quanto mais cedo a pessoa reconhecer sua própria impotência diante da situação mais rápido ela terá chances de resgatar a sua dignidade e a vida. As drogas arruínam famílias, empregos, casamentos, bens materiais e acabam com a saúde.

Enquanto o dependente continua na condição de vítima das circunstâncias, na manipulação familiar infelizmente ele não consegue avançar. Sem ajuda dos grupos e uma compreensão mais profunda de sua própria condição o tratamento se inviabiliza. A recuperação exige ações práticas, a busca de uma nova perspectiva de vida.

Resinificando a dependência

De acordo com o vídeo acima, se o vício está associado a falta de conexão, naturalmente as possibilidades de recuperação aumentam quando a pessoa consegue incluir em sua nova rotina de adicto em recuperação o lazer, a interação com outras pessoas e o convívio social. A busca por um esporte, o apoio dos grupos de recuperação, fazer novas amizades são opções que podem direcioná-lo para uma nova realidade.

Grupos de apoio aos dependentes e familiares

Os grupos de Alcoólicos Anônimos, Narcóticos Anônimos, Naranon, Al-anon apoiam dependentes e seus familiares. O envolvimento da família é imprescindível, pois o familiar, também se torna adoecido pela coo dependência. Quanto mais informação e compromisso ambas as partes tiverem melhores serão as chances de recuperação. O tratamento da dependência se baseia por meio das partilhas nos grupos, vigilância dos próprios hábitos, lugares e pessoas e oração.

http://www.alcoolicosanonimos.org.br/,

http://www.na.org.br/

http://www.naranon.org.br/

http://www.al-anon.org.br/

 

Hits: 224

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: